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terça-feira, 19 de junho de 2007

Competitividade: o crack do Live

Pois é, este blog não tem sido actualizado com a regularidade que eu queria. E podia culpar muita coisa: a namorada, a faculdade e os exames, etc. Mas isso era uma grande mentira: a namorada não se importa nada de me ver escrever, até gosta; estudar para os exames consume muito tempo mas pausas são saudáveis e ajudam ao rendimento.

Não, o problema é mesmo que todas as ditas pausas foram ocupadas pela mesma, imparável, obsessão -- o jogo que já tinha sido alvo do meu post anterior.


O Xbox Live não pára de me surpreender. A simples ideia de cada jogo ter scoreboards mundiais dá-lhes toda uma nova dimensão -- de repente o score de determinado jogo já não é uma simples massagem ao próprio ego, é uma competição com o resto do mundo, com todas as pessoas possuidoras de uma 360 e desse mesmo jogo.

Não é novidade nenhuma, isto acontece com todos os jogos Arcade desde o inicio de vida da consola, mas só quando um gajo finalmente é fisgado por um jogo que gosta de jogar regularmente, é que se apercebe da enormidade e significância do ambiente que a Microsoft conseguiu organizar.

Hoje, depois de uma sessão de estudo particularmente nefasta, fiz uma pausa de uma hora e empenhei-me mais uma vez em melhorar um pouco a minha pontuação. Muitas jogadas depois, desatei aos pulos no meu quarto como um possesso, a adrenalina corria-me pelas veias de forma palpável: tinha entrado no top 100, estava em 68 lugar entre dezenas de milhar de jogadores de Pac-Man de todo o mundo. A sensação de êxito era uma como há muitos anos não sentia tanto num videojogo.

É raro um jogo fazer-nos sentir que realmente alcançamos alguma coisa notável depois de várias horas de jogo. É esse, penso eu, um dos maiores méritos da estrutura Live Arcade.

E agora que alcancei a minha meta auto-importa, entrar nesse top 100, vou desistir de jogar Pac-Man? Claro que não. Mas vou ver se dedico um pouco mais de tempo a este blog... ;)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Pacman, o regresso

Entre faculdade e namorada, às vezes torna-se dificil ficar a par do que se passa no mundo dos jogos, quanto mais escrever sobre eles. Tento escrever regularmente no blog, mas esta semana por uma razão ou outra nunca deu. E uma das razões está à vista de todos os que me tenham adicionado na lista de amigos da Xbox 360:


É uma lição acerca de como construir bem um videojogo, o facto de que, mesmo passados 28 anos, Pac-Man continua a demonstrar-se como um dos melhores exemplos de entretenimento interactivo.

Apesar de muitas variantes e versões de Pac-Man terem surgido ao longo dos anos, esta é aquela que se pode realmente chamar de "verdadeira sequela", a obra final do criador Toru Iwantani -- reformado assim que este jogo foi concluído. Verdadeira sequela pois o senhor Toru decidiu fazer o impensável e dar retoques fundamentais na mecânica do jogo.

Pequenas alterações -- a maneira como são utilizados os power-ups, a inclusão de um tempo limite e o descartar por completo de níveis, adoptando um único nível que muda a sua configuração sempre que todos os pontos de uma metade do ecrã são consumidos -- alteram de forma dramática a dinâmica de jogo, sem nunca, no entanto, fazer-nos pensar que estamos a jogar algo que não é Pac-Man.

O balanço perfeito entre familiaridade e inovação é o Santo Graal de qualquer sequela, e raramente esse objectivo foi tão bem alcançado como neste novo Pac-Man Championship Edition. Tanto eu como a minha namorada -- que normalmente não tem muito interesse por jogos que não sejam MMORPGs ou de estratégia por turnos -- não resistimos a passar horas a tentar superar as pontuações um do outro.

Não sou o maior fã de retro-gaming, mas entre as jogatanas com o meu irmão da recente compilação Taito Legends 2 e esta redescoberta de Pac-Man, fica cada vez mais claro que o problema nunca foi uma falta de gosto por jogos antigos.

Foi, muito simplesmente, uma falta de re-edições de jogos realmente merecedores de serem jogados hoje, e concretizadas de forma correcta.